é madrugada de segunda feira e eu não sei exatamente quem sou. estou meio perdido, pensando em músicas e outras inutilidades grandiosas. minha voz não é afinada e nem tenho um timbre agradável, mas eu tenho ideias na cabeça. e já foi comprovado empiricamente que há outros seres humanos perdidos pelo mundo que compartilham ou se identificam com essas coisas loucas, abissais e monstruosas que habitam minha mente.
quantos seres abortados pelo mundo estão a vagar pelos becos escuros da internet? quantos conseguiram sair do facebook e chegar até aqui: palavras bobas de um velho adolescente?
estou perdido.
nesse meio de jogo, existe uma garota que me ama. ela daria muita coisa para estar comigo neste momento. ela daria muita coisa para estar comigo o tempo todo. mas eu descobri que tenho um escudo. um escudo bem grande que não me deixa amar, não me deixa apaixonar-me completamente e perdidamente. é aquela velha história, macaco: todo homem decente teve seu coração decepado por uma donzela estonteantemente bonita. o escudo está aí para que eu não tenha o resto de coração que me coube estilhaçado. já tive momentos ruins, agora tenho uma guria que gosta bastante de mim.
hoje é terça feira, eu acho. quarta talvez. eu poderia transar com a tal menina na sexta feira. ela falou que a casa dela estaria vazia, a mãe viajou, a prima vai fazer algo e mais um monte de acasos vão ocorrer, o que proporcionaria o sexo entre ela e eu.
ela é muito gostosa. qualquer cara da minha idade deixaria metade do mundo de lado só pra ver ela nua. metade deixaria mais da metade do mundo para transar com ela. sim, olha que louco, enfiar o pênis enrijecido no canal vagina de uma mina muito gostosa... eu não me animo tanto com a ideia. a vida tira minha libido. pensar que a mesma menina que me dá prazer pode ser a que vai foder meu pequeno coração não é interessante e não me excita tanto assim. e sim, eu tenho sentimentos. sentimentos demais, eu diria. eu queria transar com a mulher. A MULHER. e eu não sei se ela é essa mulher. pouco tempo para adentrar na mente dela, pouco tempo pra expor minhas chagas. aos poucos, ela vai perceber que eu não sou o quanto ela espera, que eu tenho mil defeitos e não me importo muito em perder as coisas. é nesse momento que as pessoas desistem de mim.
definitivamente eu não sou um cara fácil de lidar. alguns estão por perto por ainda não verem o que há dentro de mim.
Acho que é melancolia demais, pessimismo demais. eu queria ser um cara comum, na verdade. eu queria ter uma vida idiota. queria que meus objetivos de vida fossem mais fáceis. queria que meus sonhos fossem: ter uma casa e um carro do ano. queria tomar banho periodicamente, fazer a barba e escovar os dentes. queria não ter entrado na faculdade e ter que ir trabalhar. queria não ser o "geniozinho", eu acho.
queria ser um porteiro, um caixa de supermercado. mas eu fui inventar de ir mais longe. fui ler, fui escrever, ouvir música e apreciar artes. fui me destacar na escola, fui entrar na faculdade antes da hora comum.
sou todo de exceções e contradições. como um amante de Drummond programa computadores? Como um player de jogos online divaga sobre coisas inimagináveis num blog absurdo, perdido no meio da internet?
Pablo Capistrano diz que há dois tipos de pessoas, os que são personagens e os que não são. eu sou um personagem. um personagem inacreditavelmente indescritível. não há linhas para mim.
não há.
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