Eu não sei sobre os modelos políticos, coisas da economia, filosofia do comunismo e mais mil coisas úteis para se viver nessa idade moderna. Não me orgulho disso, mas também não me envergonho. Este fato não me incomoda a ponto de me mover à fazer alguma coisa quanto a isso.
A ignorância, que quase sempre vejo como dádiva, me foi presenteada nesse âmbito do conhecimento. E dádivas concedidas não devem ser refutadas.
Meu nome não habitará a produção acadêmica, os seminários extraordinários ou os telejornais. Morrer no ostracismo talvez seja a melhor das opções. Se houver uma vida espiritual, que pelo menos ela seja tranquila quanto a citações e referências no mundo de hoje.
Bom dia.
segunda-feira, 31 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
chutando os baldes secos.
"Como assim 'eu não sei'? Tu tem que se programar, cara. Tem que saber como vai fazer as coisas..."
"A vida se faz sozinha. Eu tô aqui pra viver, não pra programar"
"Talvez se você se programasse, Ela ainda estivesse com você"
Na oralidade inexistente, ele me pareceu ter dito "Ela" com esse E maiúsculo. Mas, sempre que eu ouço o nome dela, é com um E maiúsculo. Com letreiros piscantes e cornetas à fôlego máximo. Porque todo Adão tem uma fruta proibida e uma eva que o faz comer.
E se eu tivesse me programado, será que ela ainda tava comigo? Uma relação não pode chegar muito longe sem sexo. Se ela ainda estivesse comigo, eu teria me deliciado na carne dela. Meu vegetarianismo não impede isso. Nem minha religião e nem meus conceitos morais. Transaria com ela.
Cachos morenos, boca ferina, me mordendo. A textura da sua saliva insalobra na densidade pulsante de meu pênis. Seria num desses domingos? Quantas vezes?
uma flor que emana vida e luz para todos os lados
Na minha cama, na dela?
Não, talvez não estaríamos juntos. Talvez, se eu tivesse me atentado quanto às semanas, quanto aos segredos que ouvi ao telefone, quanto a saudade que talvez ela não tenha sentido. Não sei. Como todo o resto, não projetei o adeus. Nem o "olá, tudo bem? o que você tá ouvindo aí" "tô ouvindo engenheiros" "Ah, minha banda favorita... E a música também! Como você é um cara fantástico e carinhoso. Vamos criar uma relação diferente que no fim das contas vai ser igual a todas as outras. Não, todas as outras não. Igual àquelas que dão errado, que um dos envolvidos fica sem explicação e o outro se acha dono da razão. Vamo fazer isso ae?". Nunca fui de projetar. Se não tiver uma estrada, eu faço a minha. Mas sem orçamentos ou plantas. Sou como um acidente. E Ela parecia gostar disso.
Tem gente que gosta de erros.
E aí eu me pego pensando que nunca mais vou escrever nada pra ela, mas ela é a única coisa que dá sentido pra minha existência. Na verdade, ela já deu. O que dá sentido agora é a esperança de um dia encontrar alguém tão fantástico quanto Ela perdida por aí, que me faça me sentir pior que tudo. Pois foi o único momento em que eu não pensei duas vezes, não quis dar pra trás.
Não, eu não sofro mais por Ela. Só sei que Ela é a pessoa mais fantástica que eu talvez tenha conhecido um dia e que ela dava sentido pra minha vida. Mas não, eu não queria tê-la novamente. É só um modus-operandus da minha cabeça escrever essas coisas. Ela não vai voltar. E se voltar, eu deixo ela do lado de fora, coloco comida e água. E de vez em quando um carinho.
Se ela fosse um gato, eu não iria me arriscar à alergia com os pelos dela.
eu terminei aquele livro maldito. aprendi coisas com ele. e não foi a me programar.
"A vida se faz sozinha. Eu tô aqui pra viver, não pra programar"
"Talvez se você se programasse, Ela ainda estivesse com você"
Na oralidade inexistente, ele me pareceu ter dito "Ela" com esse E maiúsculo. Mas, sempre que eu ouço o nome dela, é com um E maiúsculo. Com letreiros piscantes e cornetas à fôlego máximo. Porque todo Adão tem uma fruta proibida e uma eva que o faz comer.
E se eu tivesse me programado, será que ela ainda tava comigo? Uma relação não pode chegar muito longe sem sexo. Se ela ainda estivesse comigo, eu teria me deliciado na carne dela. Meu vegetarianismo não impede isso. Nem minha religião e nem meus conceitos morais. Transaria com ela.
Cachos morenos, boca ferina, me mordendo. A textura da sua saliva insalobra na densidade pulsante de meu pênis. Seria num desses domingos? Quantas vezes?
uma flor que emana vida e luz para todos os lados
Na minha cama, na dela?
Não, talvez não estaríamos juntos. Talvez, se eu tivesse me atentado quanto às semanas, quanto aos segredos que ouvi ao telefone, quanto a saudade que talvez ela não tenha sentido. Não sei. Como todo o resto, não projetei o adeus. Nem o "olá, tudo bem? o que você tá ouvindo aí" "tô ouvindo engenheiros" "Ah, minha banda favorita... E a música também! Como você é um cara fantástico e carinhoso. Vamos criar uma relação diferente que no fim das contas vai ser igual a todas as outras. Não, todas as outras não. Igual àquelas que dão errado, que um dos envolvidos fica sem explicação e o outro se acha dono da razão. Vamo fazer isso ae?". Nunca fui de projetar. Se não tiver uma estrada, eu faço a minha. Mas sem orçamentos ou plantas. Sou como um acidente. E Ela parecia gostar disso.
Tem gente que gosta de erros.
E aí eu me pego pensando que nunca mais vou escrever nada pra ela, mas ela é a única coisa que dá sentido pra minha existência. Na verdade, ela já deu. O que dá sentido agora é a esperança de um dia encontrar alguém tão fantástico quanto Ela perdida por aí, que me faça me sentir pior que tudo. Pois foi o único momento em que eu não pensei duas vezes, não quis dar pra trás.
Não, eu não sofro mais por Ela. Só sei que Ela é a pessoa mais fantástica que eu talvez tenha conhecido um dia e que ela dava sentido pra minha vida. Mas não, eu não queria tê-la novamente. É só um modus-operandus da minha cabeça escrever essas coisas. Ela não vai voltar. E se voltar, eu deixo ela do lado de fora, coloco comida e água. E de vez em quando um carinho.
Se ela fosse um gato, eu não iria me arriscar à alergia com os pelos dela.
eu terminei aquele livro maldito. aprendi coisas com ele. e não foi a me programar.
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