sábado, 6 de abril de 2013

diário de bordo 3

me sinto dentro de um romance. dia após dia, nesses conflitos psicológicos, nessas crises existenciais de um livro sobre um adolescente mentiroso. é um livro ruim. uma edição velha de uma romance esquecida numa biblioteca de uma escola estadual que está prestes a desabar. aquele livro que caiu atrás da estante e você não teve coragem de pegar.
aliás, para quem estou escrevendo isso exatamente?
não sei ao certo. poderia fazer uma declaração para a guria que eu tô afim. poderia mandar o meu amigo sacana tomar no cu. mas tudo isso seria chato e conflitante. então vamos falar sobre minha vida de uma forma que eu me sinta aliviado por estar compartilhando com alguém, mas ao mesmo tempo, de forma que eu não me exponha de forma brutal que faça com que um psicopata venha até mim e adentre meu orifício anal.
às vezes me imagino perfurando o pulmão das pessoas com uma faca. outra, me imagino atirando precisamente no meio da testa das pessoas. e depois, imagino-me indo ao funeral delas. imagino o meu funeral.
li um trecho de bukowski hoje que dizia que A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, isso depende de nós.

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