sexta-feira, 8 de novembro de 2013
pré-boom
Já é manhã e eu ainda não dormi, como sempre estou aqui. fim do dia, fim do mundo. mil tretas modernas. acho que amanhã terei o que escrever. esperem-me.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
terça ou quarta feira obsoleta como todas as outras.
é madrugada de segunda feira e eu não sei exatamente quem sou. estou meio perdido, pensando em músicas e outras inutilidades grandiosas. minha voz não é afinada e nem tenho um timbre agradável, mas eu tenho ideias na cabeça. e já foi comprovado empiricamente que há outros seres humanos perdidos pelo mundo que compartilham ou se identificam com essas coisas loucas, abissais e monstruosas que habitam minha mente.
quantos seres abortados pelo mundo estão a vagar pelos becos escuros da internet? quantos conseguiram sair do facebook e chegar até aqui: palavras bobas de um velho adolescente?
estou perdido.
nesse meio de jogo, existe uma garota que me ama. ela daria muita coisa para estar comigo neste momento. ela daria muita coisa para estar comigo o tempo todo. mas eu descobri que tenho um escudo. um escudo bem grande que não me deixa amar, não me deixa apaixonar-me completamente e perdidamente. é aquela velha história, macaco: todo homem decente teve seu coração decepado por uma donzela estonteantemente bonita. o escudo está aí para que eu não tenha o resto de coração que me coube estilhaçado. já tive momentos ruins, agora tenho uma guria que gosta bastante de mim.
hoje é terça feira, eu acho. quarta talvez. eu poderia transar com a tal menina na sexta feira. ela falou que a casa dela estaria vazia, a mãe viajou, a prima vai fazer algo e mais um monte de acasos vão ocorrer, o que proporcionaria o sexo entre ela e eu.
ela é muito gostosa. qualquer cara da minha idade deixaria metade do mundo de lado só pra ver ela nua. metade deixaria mais da metade do mundo para transar com ela. sim, olha que louco, enfiar o pênis enrijecido no canal vagina de uma mina muito gostosa... eu não me animo tanto com a ideia. a vida tira minha libido. pensar que a mesma menina que me dá prazer pode ser a que vai foder meu pequeno coração não é interessante e não me excita tanto assim. e sim, eu tenho sentimentos. sentimentos demais, eu diria. eu queria transar com a mulher. A MULHER. e eu não sei se ela é essa mulher. pouco tempo para adentrar na mente dela, pouco tempo pra expor minhas chagas. aos poucos, ela vai perceber que eu não sou o quanto ela espera, que eu tenho mil defeitos e não me importo muito em perder as coisas. é nesse momento que as pessoas desistem de mim.
definitivamente eu não sou um cara fácil de lidar. alguns estão por perto por ainda não verem o que há dentro de mim.
Acho que é melancolia demais, pessimismo demais. eu queria ser um cara comum, na verdade. eu queria ter uma vida idiota. queria que meus objetivos de vida fossem mais fáceis. queria que meus sonhos fossem: ter uma casa e um carro do ano. queria tomar banho periodicamente, fazer a barba e escovar os dentes. queria não ter entrado na faculdade e ter que ir trabalhar. queria não ser o "geniozinho", eu acho.
queria ser um porteiro, um caixa de supermercado. mas eu fui inventar de ir mais longe. fui ler, fui escrever, ouvir música e apreciar artes. fui me destacar na escola, fui entrar na faculdade antes da hora comum.
sou todo de exceções e contradições. como um amante de Drummond programa computadores? Como um player de jogos online divaga sobre coisas inimagináveis num blog absurdo, perdido no meio da internet?
Pablo Capistrano diz que há dois tipos de pessoas, os que são personagens e os que não são. eu sou um personagem. um personagem inacreditavelmente indescritível. não há linhas para mim.
não há.
quantos seres abortados pelo mundo estão a vagar pelos becos escuros da internet? quantos conseguiram sair do facebook e chegar até aqui: palavras bobas de um velho adolescente?
estou perdido.
nesse meio de jogo, existe uma garota que me ama. ela daria muita coisa para estar comigo neste momento. ela daria muita coisa para estar comigo o tempo todo. mas eu descobri que tenho um escudo. um escudo bem grande que não me deixa amar, não me deixa apaixonar-me completamente e perdidamente. é aquela velha história, macaco: todo homem decente teve seu coração decepado por uma donzela estonteantemente bonita. o escudo está aí para que eu não tenha o resto de coração que me coube estilhaçado. já tive momentos ruins, agora tenho uma guria que gosta bastante de mim.
hoje é terça feira, eu acho. quarta talvez. eu poderia transar com a tal menina na sexta feira. ela falou que a casa dela estaria vazia, a mãe viajou, a prima vai fazer algo e mais um monte de acasos vão ocorrer, o que proporcionaria o sexo entre ela e eu.
ela é muito gostosa. qualquer cara da minha idade deixaria metade do mundo de lado só pra ver ela nua. metade deixaria mais da metade do mundo para transar com ela. sim, olha que louco, enfiar o pênis enrijecido no canal vagina de uma mina muito gostosa... eu não me animo tanto com a ideia. a vida tira minha libido. pensar que a mesma menina que me dá prazer pode ser a que vai foder meu pequeno coração não é interessante e não me excita tanto assim. e sim, eu tenho sentimentos. sentimentos demais, eu diria. eu queria transar com a mulher. A MULHER. e eu não sei se ela é essa mulher. pouco tempo para adentrar na mente dela, pouco tempo pra expor minhas chagas. aos poucos, ela vai perceber que eu não sou o quanto ela espera, que eu tenho mil defeitos e não me importo muito em perder as coisas. é nesse momento que as pessoas desistem de mim.
definitivamente eu não sou um cara fácil de lidar. alguns estão por perto por ainda não verem o que há dentro de mim.
Acho que é melancolia demais, pessimismo demais. eu queria ser um cara comum, na verdade. eu queria ter uma vida idiota. queria que meus objetivos de vida fossem mais fáceis. queria que meus sonhos fossem: ter uma casa e um carro do ano. queria tomar banho periodicamente, fazer a barba e escovar os dentes. queria não ter entrado na faculdade e ter que ir trabalhar. queria não ser o "geniozinho", eu acho.
queria ser um porteiro, um caixa de supermercado. mas eu fui inventar de ir mais longe. fui ler, fui escrever, ouvir música e apreciar artes. fui me destacar na escola, fui entrar na faculdade antes da hora comum.
sou todo de exceções e contradições. como um amante de Drummond programa computadores? Como um player de jogos online divaga sobre coisas inimagináveis num blog absurdo, perdido no meio da internet?
Pablo Capistrano diz que há dois tipos de pessoas, os que são personagens e os que não são. eu sou um personagem. um personagem inacreditavelmente indescritível. não há linhas para mim.
não há.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Elas
Vamos às notas do dia.
I
Sua voz no telefone não me satisfaz. Sinto falta da sua mão, sua energia. Desculpa algumas coisas. Te amo. Todo ser humano é um caos e o amor é o que está entre quem se entende e se encontra. A gente se encontrou e se entendeu. Te amo, mais uma vez.
Você me avisou sobre a festa. A bióloga iria estar na festa. Fui.
II
Cheguei na festa. Seu sorriso é a elevação do ser, bióloga. Me faz bem. Não soube o que falar no meio de tantas pessoas, no meio de tantos olhares. Disseram que eu tenho cara de bêbado, querida. Talvez eu esteja mesmo um pouco embriagado pela vida ou pelos últimos acontecimentos. Na verdade os últimos acontecimentos aconteceram hoje. Grandiosos acontecimentos, diga-se de passagem. Recebi notícias sobre um acidente, sobre curativos de uma mulher que não aprendeu a amar de uma forma decente. Recebi também um sms da ruiva. Fui vê-la.
III
Estava chovendo. Por volta das nove e vinte, subi no ônibus em direção à casa da ruiva. Na verdade, antes de subir no ônibus eu me molhei um pouco na chuva, apenas para que quando chegasse na casa dela, ela sorrisse e dissesse com uma cara de pena "você se molhou...". Me molhei para dar dramaticidade á cena. Você me falou sobre problemas com sua família. Eu dei um "oi" para sua mãe e sua vó. Segurei sua mão e escutei tudo que você tinha para dizer. Escutei suas pequenas angústias, seus pequenos problemas e seus desejos. Percebi no pulsar de sua mão aconchegante e no burburinho doce que sua voz tem, que você é um ser humano. Você é um ser humano com problemas, com tristezas e você só tem a mim para te acalentar. E eu, que sempre tentei rever meus sentimentos rudes e meus sorrisos falsos, sorri de verdade para teus cabelos avermelhados, menina. Eu descobri naquela noite chuvosa que amava você pelo simples fato de você me enxergar como um amigo, como alguém que te sustenta nesse mundo louco cheio de tecnologias.
Eu, que sempre questionei meus sentimentos por você, esqueci da tua bunda e de tuas mordidas que me excitam e vi no teu olho uma pequena dor. Vi no teu olho que tu iria muito longe por mim e pensei que você merecia o mesmo. Querida, eu não quero transar com você. Não quero que meu gozo raivoso acabe manchando tua cama. Não desejo teu sexo obscuro e tímido. Não quero a aventura louca de subir no teu apartamento quando sua mãe não estiver para suar com você nos seus lençóis. Eu quero teu riso sincero no banco do terminal de ônibus. Quero tuas bobagens enquanto eu repito as falas decoradas do filme que passa na TV. Eu quero que você se envergonhe quando eu disser que você é linda e fofa. Não que eu não queira nunca mais na minha vida sentir teu corpo incauto e indeciso, eu o quero, mas não agora. Eu quero conhecer o que há por trás das raízes ruivas do teu cabelo adorável.
("lovely", ela diria)
Quero ver o que há de melhor, conhecer você por completo, cada uma das pontas do teu cabelo, cada uma das Marias que há aí dentro de ti. Quero a bebê que necessita de colo e carinho, a criança que necessita de mimos e sermões. E a mulher, que necessita de um homem, que talvez eu ainda não seja.
Voltei pra casa e decidi falar com aquela que tem o nome impronunciável. A idealizada. A número 4.
IV
Curativos. Você sempre precisou de curativos e nós dois sabemos disso. Eu também sempre precisei de curativos. Você está numa cama há meses. Sua mente inquieta lhe traiu, mas a minha ainda está inteira e em perfeito estado. Talvez eu tenha perdido um pouco do sentimentalismo que você conheceu. Talvez eu não esteja mais disposto a fazer tantas coisas por você. Eu já escrevi o que tinha de escrever sobre você, não sei porque ainda estou fazendo isso aqui. Você nunca soube amar da forma esperada. Esse seu jeito meio torto de gostar dos outros não dá mais certo comigo. Você é doadora de órgãos? Acho que eu queria tuas córneas.
Sua forma de ver as coisas, de encarar as pessoas na rua e de transparecer apenas o necessário com seu piscar de olhos é a única coisa que me encanta. Sua alegoria. Eu lhe comeria. Transaria com vossa senhoria numa cama bem arrumada. Transaria de uma forma cruel. Um vídeo seu na internet na tag "hardcore" com meu pênis de coadjuvante. O que você veio buscar? Eu tenho muitas respostas incertas para esta pergunta. Refúgio, a morte das suas saudades, segurança, alguém para descarregar sua raiva. Você não me tem em nenhuma delas, eu acho.
Nossa conversa foi recheada de memórias. "Você sabe...", "O de sempre..." "Você não mudou muito...". Eu não decidi o que fazer com você. Nunca soube direito o que fazer comigo, quanto mais com os outros. Quanto mais com você. Eu tenho certeza que metade dos meus amigos daria o mundo para um oportunidade com você, mas eu não. Eu já provei do teu chá alucinógeno. Eu conheci tua tribo canibal. As palavras são fortes demais, Nina, e eu não sei se você merece tantas.
É a idealização de tudo. Do mundo, das pessoas. Os sentidos conduzem-me ao erro. A vida não é problema e nem uma solução. É um caos.
Fique vivo ou morra tentando.
15 de outubro de 2013
I
Sua voz no telefone não me satisfaz. Sinto falta da sua mão, sua energia. Desculpa algumas coisas. Te amo. Todo ser humano é um caos e o amor é o que está entre quem se entende e se encontra. A gente se encontrou e se entendeu. Te amo, mais uma vez.
Você me avisou sobre a festa. A bióloga iria estar na festa. Fui.
II
Cheguei na festa. Seu sorriso é a elevação do ser, bióloga. Me faz bem. Não soube o que falar no meio de tantas pessoas, no meio de tantos olhares. Disseram que eu tenho cara de bêbado, querida. Talvez eu esteja mesmo um pouco embriagado pela vida ou pelos últimos acontecimentos. Na verdade os últimos acontecimentos aconteceram hoje. Grandiosos acontecimentos, diga-se de passagem. Recebi notícias sobre um acidente, sobre curativos de uma mulher que não aprendeu a amar de uma forma decente. Recebi também um sms da ruiva. Fui vê-la.
III
Estava chovendo. Por volta das nove e vinte, subi no ônibus em direção à casa da ruiva. Na verdade, antes de subir no ônibus eu me molhei um pouco na chuva, apenas para que quando chegasse na casa dela, ela sorrisse e dissesse com uma cara de pena "você se molhou...". Me molhei para dar dramaticidade á cena. Você me falou sobre problemas com sua família. Eu dei um "oi" para sua mãe e sua vó. Segurei sua mão e escutei tudo que você tinha para dizer. Escutei suas pequenas angústias, seus pequenos problemas e seus desejos. Percebi no pulsar de sua mão aconchegante e no burburinho doce que sua voz tem, que você é um ser humano. Você é um ser humano com problemas, com tristezas e você só tem a mim para te acalentar. E eu, que sempre tentei rever meus sentimentos rudes e meus sorrisos falsos, sorri de verdade para teus cabelos avermelhados, menina. Eu descobri naquela noite chuvosa que amava você pelo simples fato de você me enxergar como um amigo, como alguém que te sustenta nesse mundo louco cheio de tecnologias.
Eu, que sempre questionei meus sentimentos por você, esqueci da tua bunda e de tuas mordidas que me excitam e vi no teu olho uma pequena dor. Vi no teu olho que tu iria muito longe por mim e pensei que você merecia o mesmo. Querida, eu não quero transar com você. Não quero que meu gozo raivoso acabe manchando tua cama. Não desejo teu sexo obscuro e tímido. Não quero a aventura louca de subir no teu apartamento quando sua mãe não estiver para suar com você nos seus lençóis. Eu quero teu riso sincero no banco do terminal de ônibus. Quero tuas bobagens enquanto eu repito as falas decoradas do filme que passa na TV. Eu quero que você se envergonhe quando eu disser que você é linda e fofa. Não que eu não queira nunca mais na minha vida sentir teu corpo incauto e indeciso, eu o quero, mas não agora. Eu quero conhecer o que há por trás das raízes ruivas do teu cabelo adorável.
("lovely", ela diria)
Quero ver o que há de melhor, conhecer você por completo, cada uma das pontas do teu cabelo, cada uma das Marias que há aí dentro de ti. Quero a bebê que necessita de colo e carinho, a criança que necessita de mimos e sermões. E a mulher, que necessita de um homem, que talvez eu ainda não seja.
Voltei pra casa e decidi falar com aquela que tem o nome impronunciável. A idealizada. A número 4.
IV
Curativos. Você sempre precisou de curativos e nós dois sabemos disso. Eu também sempre precisei de curativos. Você está numa cama há meses. Sua mente inquieta lhe traiu, mas a minha ainda está inteira e em perfeito estado. Talvez eu tenha perdido um pouco do sentimentalismo que você conheceu. Talvez eu não esteja mais disposto a fazer tantas coisas por você. Eu já escrevi o que tinha de escrever sobre você, não sei porque ainda estou fazendo isso aqui. Você nunca soube amar da forma esperada. Esse seu jeito meio torto de gostar dos outros não dá mais certo comigo. Você é doadora de órgãos? Acho que eu queria tuas córneas.
Sua forma de ver as coisas, de encarar as pessoas na rua e de transparecer apenas o necessário com seu piscar de olhos é a única coisa que me encanta. Sua alegoria. Eu lhe comeria. Transaria com vossa senhoria numa cama bem arrumada. Transaria de uma forma cruel. Um vídeo seu na internet na tag "hardcore" com meu pênis de coadjuvante. O que você veio buscar? Eu tenho muitas respostas incertas para esta pergunta. Refúgio, a morte das suas saudades, segurança, alguém para descarregar sua raiva. Você não me tem em nenhuma delas, eu acho.
Nossa conversa foi recheada de memórias. "Você sabe...", "O de sempre..." "Você não mudou muito...". Eu não decidi o que fazer com você. Nunca soube direito o que fazer comigo, quanto mais com os outros. Quanto mais com você. Eu tenho certeza que metade dos meus amigos daria o mundo para um oportunidade com você, mas eu não. Eu já provei do teu chá alucinógeno. Eu conheci tua tribo canibal. As palavras são fortes demais, Nina, e eu não sei se você merece tantas.
É a idealização de tudo. Do mundo, das pessoas. Os sentidos conduzem-me ao erro. A vida não é problema e nem uma solução. É um caos.
Fique vivo ou morra tentando.
15 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
007
Os carros precisam de buracos na estrada para calibrar as suspensões, da mesma forma que uma bola de futebol precisa de alguns jogos
para amolecer nos pés dos jogadores. O violão precisa desafinar de vez
em quando, o motor precisa engasgar. Desgasto meu corpo com
comidas ruins, meu sedentarismo e preciso que acabem comigo. Que me joguem na parede, me xinguem e me magoem.
Gosto de coisas únicas. Eu guardo muitos sentimentos dentro de mim. Não falo muito sobre eles, mas tenho alguns perambulando entre meu peito e minha cabeça. Eu tenho saudades. De tempos, de jogos, de bocas. Tenho saudades das tintas que as paredes da minha casa tinham, de cantar na frente do ventilador e de quando tinha amigos na vizinhança.
Minha mesada era de 30 reais. Como que um real para cada dia, mas se o mês tivesse 31, um dia ia ficar sem o real diário. Eu não usava óculos, não tinha mau hálito, tomava banho todos os dias e usava desodorantes. Acredite ou não, eu fui uma criança bonita, alegre e sensata. Não entendo como me tornei este mostro devorador de pensamentos. Eu era um bom aluno, seguia as regras e respeitava as pessoas. Com licença, obrigado, senhora. Como pude me tornar este "homem"?
Eu trocava fotos pelo bluetooth do celular, tinha um videogame e jogava bola periodicamente no campinho do meu bairro. Eu ia ao dentista e usava aparelho ortodôntico. Hoje em dia eu bebo cana com coca cola, fumo um baseado quando dá e passo as noites acordados fazendo coisas que não fazem o menor sentido para o resto do mundo. Me tornei o cara que não tem WhatsApp e não coloca foto de quando era bebê no facebook no dia das crianças. O cara que não compra presentes no natal, nem ovos de chocolate na páscoa e nem vai para o desfile no Sete de Setembro. Que não se importa com as novas descobertas da biologia, não acredita nos trabalhos em grupo da faculdade e nunca comeu nutella.
Eu tenho saudades. Tento me tornar às vezes um ser humano decente, um desses que acorda às seis e toma café pra ir pro trabalho. Um desses que paga as contas e fura a fila do jeitinho brasileiro.
A única coisa que acredito é na bondade. A bondade vai te salvar, vai te realizar os desejos e atender as preces. A bondade vai te proteger. O resto é bobagem pra arrecadar dinheiro.
Sinto saudades de algumas mãos. Sinto falta de alguns abraços, de alguns beijos e de algumas palavras. Minha saudade constrói um Frankstein. Duas coisas amenizam minha saudade: o chão e o céu. A madrugada me leva pra outras camas que não a minha. A madrugada fode comigo. Em outros quartos, a madrugada fode comigo. Eu sinto meus joelhos como um velho, limpo os óculos como um velho. Me masturbo como um ato de rebeldia, imaginando as mulheres que me odeiam e descontando meu ódio pelo tempo presente nos seus peitos, bundas e bocetas. No meu gozo se dissipa a dor do mundo que carrego nas veias pulsantes.
Sinto meu pé no chão. Meu chulé contrastando com o cheiro pálido que a cerâmica da minha casa possui. Imagino que por baixo do chão há um elemento único, algo denso, calculado e preciso. O chão me liga com todos os outros humanos. O chão assassina meu Frankstein de saudades.
Notas da faculdade, trabalhos atrasados, matérias acumuladas, professores que não entendem a psicologia dos serer humanos. O ser humano não tem psicologia. O ser humano é o caos e o amor está entre quem se entende. Não quero aprender outras línguas. Não apenas para escrever poemas com outros sons. Os seres mudos me atraem, os surdos e os que não amam. Os que não entendem.
O céu acima de mim possui um elemento único. Uma paz que nunca será alcançada. O céu é único. Quando eu olho para ele, me sinto ligado a todas as pessoas do mundo. O céu dissolve meus Franksteins. O céu abate meus monstros e me faz voltar ao começo, onde eu não era nem humano nem monstro.
Gosto de coisas únicas. Eu guardo muitos sentimentos dentro de mim. Não falo muito sobre eles, mas tenho alguns perambulando entre meu peito e minha cabeça. Eu tenho saudades. De tempos, de jogos, de bocas. Tenho saudades das tintas que as paredes da minha casa tinham, de cantar na frente do ventilador e de quando tinha amigos na vizinhança.
Minha mesada era de 30 reais. Como que um real para cada dia, mas se o mês tivesse 31, um dia ia ficar sem o real diário. Eu não usava óculos, não tinha mau hálito, tomava banho todos os dias e usava desodorantes. Acredite ou não, eu fui uma criança bonita, alegre e sensata. Não entendo como me tornei este mostro devorador de pensamentos. Eu era um bom aluno, seguia as regras e respeitava as pessoas. Com licença, obrigado, senhora. Como pude me tornar este "homem"?
Eu trocava fotos pelo bluetooth do celular, tinha um videogame e jogava bola periodicamente no campinho do meu bairro. Eu ia ao dentista e usava aparelho ortodôntico. Hoje em dia eu bebo cana com coca cola, fumo um baseado quando dá e passo as noites acordados fazendo coisas que não fazem o menor sentido para o resto do mundo. Me tornei o cara que não tem WhatsApp e não coloca foto de quando era bebê no facebook no dia das crianças. O cara que não compra presentes no natal, nem ovos de chocolate na páscoa e nem vai para o desfile no Sete de Setembro. Que não se importa com as novas descobertas da biologia, não acredita nos trabalhos em grupo da faculdade e nunca comeu nutella.
Eu tenho saudades. Tento me tornar às vezes um ser humano decente, um desses que acorda às seis e toma café pra ir pro trabalho. Um desses que paga as contas e fura a fila do jeitinho brasileiro.
A única coisa que acredito é na bondade. A bondade vai te salvar, vai te realizar os desejos e atender as preces. A bondade vai te proteger. O resto é bobagem pra arrecadar dinheiro.
Sinto saudades de algumas mãos. Sinto falta de alguns abraços, de alguns beijos e de algumas palavras. Minha saudade constrói um Frankstein. Duas coisas amenizam minha saudade: o chão e o céu. A madrugada me leva pra outras camas que não a minha. A madrugada fode comigo. Em outros quartos, a madrugada fode comigo. Eu sinto meus joelhos como um velho, limpo os óculos como um velho. Me masturbo como um ato de rebeldia, imaginando as mulheres que me odeiam e descontando meu ódio pelo tempo presente nos seus peitos, bundas e bocetas. No meu gozo se dissipa a dor do mundo que carrego nas veias pulsantes.
Sinto meu pé no chão. Meu chulé contrastando com o cheiro pálido que a cerâmica da minha casa possui. Imagino que por baixo do chão há um elemento único, algo denso, calculado e preciso. O chão me liga com todos os outros humanos. O chão assassina meu Frankstein de saudades.
Notas da faculdade, trabalhos atrasados, matérias acumuladas, professores que não entendem a psicologia dos serer humanos. O ser humano não tem psicologia. O ser humano é o caos e o amor está entre quem se entende. Não quero aprender outras línguas. Não apenas para escrever poemas com outros sons. Os seres mudos me atraem, os surdos e os que não amam. Os que não entendem.
O céu acima de mim possui um elemento único. Uma paz que nunca será alcançada. O céu é único. Quando eu olho para ele, me sinto ligado a todas as pessoas do mundo. O céu dissolve meus Franksteins. O céu abate meus monstros e me faz voltar ao começo, onde eu não era nem humano nem monstro.
domingo, 13 de outubro de 2013
Diário de bordo #3
Sobre o que podemos falar nessa noite de sábado?
Poderia falar das coisas que perdi, das coisas que achei. Poderia falar do Bukowski e me comparar a ele. A gente tem que deixar uma marca no mundo, querido. Aquele iogurte derramado na parede vai deixar a marca durante um bom tempo, e então, quando formos embora desta casa, o próximo inquilino verá as manchas. Talvez ignore e passe uma mão de tinta e esqueça para sempre que havia uma mancha de iogurte na parede de seu quarto.
Talvez o próximo inquilino encontre as manchas de esperma na parede e ache que foi alguma comida ou qualquer coisa. E eu, quando chegar na casa nova, procurarei vestígios de um inquilino antigo. acharei uma foto esquecida por ele. Uma foto de uma mulher. Uma foto antiga, digamos que dos anos 70. Uma mulher de vestido, sorrindo. Atrás da fotografia: "Com o amor que eu nunca lhe dei". E aí eu guardaria a fotografia como um tesouro. Me apaixonaria pela mulher. E então me mudaria novamente de casa e esqueceria a foto.
A verdade é que nunca me mudei. Dezesseis anos nos mesmos corredores, com as mesmas fotos na parede e as mesmas caras pálidas me acordando às seis da manhã para ir à escola. A escola é um lugar hostil. Na verdade, estou de férias. No meio do ano meu semestre começa na faculdade. Descobri que vou ter seis matérias. Na escola eu tinha dezessete. É uma diferença grande. Lembro das aulas tediosas de química, com as cadeias enormes de carbonos. Lembro das aulas felizes de minha professora loira a qual eu imagino nos meus desejos íntimos. Lembro-me do professor que levava à loucura meu amigo gay. Havia a professora que tinha sonífero na voz. Todas repetitivas as aulas. O professor entrava na sala, ligava o projetor e passava os slides, falando uma coisa qualquer de sua graduação. Por vezes a aula parava para se falar de maturidade, educação ou qualquer lição de moral.
Dormia muito. No meio da aula de biologia, me perdia entre bactérias e protozoários e começava a sonhar com um pônei perneta. Certa vez perguntei à professora de biologia o qual atitude era mais desrespeitosa: dormir na aula ou fingir que está interessado mesmo só se importando com a nota. Ela falou que dormir era mais justo consigo mesmo, pois você estava admitindo que não queria assistir à aula, enquanto que na outra opção o sujeito se engana. Depois da resposta, voltei ao meu lugar e dormi. Foi meu último dia de aula. Naquele dia, à noite, recebi a notícia da faculdade e não fui mais para a escola. Me livrei de correntes.
"A vida é uma cama de motel
já não sei se fodo ou se sou fodido."
Poderia falar das coisas que perdi, das coisas que achei. Poderia falar do Bukowski e me comparar a ele. A gente tem que deixar uma marca no mundo, querido. Aquele iogurte derramado na parede vai deixar a marca durante um bom tempo, e então, quando formos embora desta casa, o próximo inquilino verá as manchas. Talvez ignore e passe uma mão de tinta e esqueça para sempre que havia uma mancha de iogurte na parede de seu quarto.
Talvez o próximo inquilino encontre as manchas de esperma na parede e ache que foi alguma comida ou qualquer coisa. E eu, quando chegar na casa nova, procurarei vestígios de um inquilino antigo. acharei uma foto esquecida por ele. Uma foto de uma mulher. Uma foto antiga, digamos que dos anos 70. Uma mulher de vestido, sorrindo. Atrás da fotografia: "Com o amor que eu nunca lhe dei". E aí eu guardaria a fotografia como um tesouro. Me apaixonaria pela mulher. E então me mudaria novamente de casa e esqueceria a foto.
A verdade é que nunca me mudei. Dezesseis anos nos mesmos corredores, com as mesmas fotos na parede e as mesmas caras pálidas me acordando às seis da manhã para ir à escola. A escola é um lugar hostil. Na verdade, estou de férias. No meio do ano meu semestre começa na faculdade. Descobri que vou ter seis matérias. Na escola eu tinha dezessete. É uma diferença grande. Lembro das aulas tediosas de química, com as cadeias enormes de carbonos. Lembro das aulas felizes de minha professora loira a qual eu imagino nos meus desejos íntimos. Lembro-me do professor que levava à loucura meu amigo gay. Havia a professora que tinha sonífero na voz. Todas repetitivas as aulas. O professor entrava na sala, ligava o projetor e passava os slides, falando uma coisa qualquer de sua graduação. Por vezes a aula parava para se falar de maturidade, educação ou qualquer lição de moral.
Dormia muito. No meio da aula de biologia, me perdia entre bactérias e protozoários e começava a sonhar com um pônei perneta. Certa vez perguntei à professora de biologia o qual atitude era mais desrespeitosa: dormir na aula ou fingir que está interessado mesmo só se importando com a nota. Ela falou que dormir era mais justo consigo mesmo, pois você estava admitindo que não queria assistir à aula, enquanto que na outra opção o sujeito se engana. Depois da resposta, voltei ao meu lugar e dormi. Foi meu último dia de aula. Naquele dia, à noite, recebi a notícia da faculdade e não fui mais para a escola. Me livrei de correntes.
"A vida é uma cama de motel
já não sei se fodo ou se sou fodido."
Diário de bordo #4
Decidi criar o anonimato. Decidi mudar o nome do blog e me esconder, apesar de não saber bem porquê. Acho que quero dizer verdades. Quero escrever sem medos ou escrúpulos. Soltar frases soltas sem me preocupar com quem vai ler. Eu não amo você. Nem você. Eu pensei no rosto de duas pessoas ao escrever as duas últimas frases. Quem seriam elas, leitor?
Você ama as pessoas que diz que ama? São mil tretas por dia nesse mundo louco. Hoje eu fui num restaurante, num rodízio de comidas chinesas, japonesas e brasileiras, pra ser mais preciso. Em certo momento parei de comer pra olhar uma guria que se servia. Paro de viver para contemplar bundas. Me julguem. Quando amei uma mulher, ela me fodeu. Talvez não consiga criar mais sentimentos por outras. Desculpe-me querida se um dia você ler isso, mas não tenho coragem suficiente para lhe dizer que não te amo. Mas eu te amo. Não sei. Confuso.
Quase sempre confuso. Um fato interessante: hoje foi dia das crianças. Mas nada disso importa.
Eu não me sinto muito bem.
Apenas tretas de um mundo moderno.
Você ama as pessoas que diz que ama? São mil tretas por dia nesse mundo louco. Hoje eu fui num restaurante, num rodízio de comidas chinesas, japonesas e brasileiras, pra ser mais preciso. Em certo momento parei de comer pra olhar uma guria que se servia. Paro de viver para contemplar bundas. Me julguem. Quando amei uma mulher, ela me fodeu. Talvez não consiga criar mais sentimentos por outras. Desculpe-me querida se um dia você ler isso, mas não tenho coragem suficiente para lhe dizer que não te amo. Mas eu te amo. Não sei. Confuso.
Quase sempre confuso. Um fato interessante: hoje foi dia das crianças. Mas nada disso importa.
Eu não me sinto muito bem.
Apenas tretas de um mundo moderno.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Vomitando a realidade.
A Girafa de pelúcia caiu no chão e assistiu à cena.
Havia uma cama box não sei de que tamanho, não tive a audácia de prestar atenção ao tamanho dela, apenas percebi que me cabia. Havia eu, um pouco cansado da praia e com o coração batendo como nunca. Havia ela, silenciosa, ferina e cruel. Como a mulher do poema.
Eu não conseguia prestar atenção no beijo e na pulsação de nossos quadris ao mesmo tempo. Por vezes esquecia do beijo para me concentrar na pulsação e minha boca ficava estática, enquanto a dela se movia feroz, porém, calmamente. Quando me concentrava no beijo, lembrava que a pulsação era mais rara que os beijos e então voltava à ela.
"Era assim que você queria que eu te escondesse do mundo entre os meus cabelos?"
Eu respondi com batidas de coração, pelo que me lembro.
A girafa de pelúcia, caída no chão. Meus tênis velhos e maltratados também estavam caídos no chão. Assim como outras coisas que repousavam na cama quieta e pacata até a minha chegada.
Por um momento, percebemos a beleza do minuto e apenas apreciamos o quão lindos somos quando juntos. Depois, voltamos à natureza do momento.
Ela e eu, dispostos numa cama bagunçada no décimo quinto andar de um prédio da cidade. A vida tinha que ser isso todos os dias. O resto eu poderia jogar fora.
Havia uma cama box não sei de que tamanho, não tive a audácia de prestar atenção ao tamanho dela, apenas percebi que me cabia. Havia eu, um pouco cansado da praia e com o coração batendo como nunca. Havia ela, silenciosa, ferina e cruel. Como a mulher do poema.
Eu não conseguia prestar atenção no beijo e na pulsação de nossos quadris ao mesmo tempo. Por vezes esquecia do beijo para me concentrar na pulsação e minha boca ficava estática, enquanto a dela se movia feroz, porém, calmamente. Quando me concentrava no beijo, lembrava que a pulsação era mais rara que os beijos e então voltava à ela.
"Era assim que você queria que eu te escondesse do mundo entre os meus cabelos?"
Eu respondi com batidas de coração, pelo que me lembro.
A girafa de pelúcia, caída no chão. Meus tênis velhos e maltratados também estavam caídos no chão. Assim como outras coisas que repousavam na cama quieta e pacata até a minha chegada.
Por um momento, percebemos a beleza do minuto e apenas apreciamos o quão lindos somos quando juntos. Depois, voltamos à natureza do momento.
Ela e eu, dispostos numa cama bagunçada no décimo quinto andar de um prédio da cidade. A vida tinha que ser isso todos os dias. O resto eu poderia jogar fora.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Gabriela.
Neste momento ele deve estar do outro lado da cidade. Talvez acordando, coçando a barba macia e pensando em levantar-se. Não necessariamente nessa ordem. Talvez coçando a barba e pensando em mim. Escovando os dentes, olhando-se no espelho e pensando sobre meus lábios. Arrumando os livros na sua mochila. Não sei o que ele anda lendo. Talvez uma poesia concreta, ou uma nova literatura fantástica que fará sucesso daqui há alguns anos. Eu é que não ando lendo nada. Ando lendo apenas seus passos completos que circulam o mundo, ando lendo sua voz grave quando fala comigo ao telefone ou quando diz besteiras ao meu ouvido, ando lendo suas palavras de garoto apaixonado.
De uma certa forma, tenho ele nas mãos. De uma certa forma, tenho medo do que farei. Um rei limpa a bunda com sua coroa e serve sua própria comida na mesma. Seu rosto é sublime. Gosto dele, porém, não me daria por inteiro.
Com o tempo, com a vida e com a mulher que me cortou por dentro, colocou meus restos numa caixa de sapato e esqueceu-me no sótão de sua memória, aprendi a me proteger. Criei uma cápsula que me envolve. Não amo mais à toa. Um pênis ou uma boceta não muda o curso da minha vida, apenas pensamentos, ideias e atitudes me fazem parar no meio do caminho.
Desculpe-me se lhe ferir, querido. Desculpe-me se o meu amor próprio é maior que tudo nesse mundo. Desculpe-me se eu lhe usar um pouco. Não vou cortar-lhe, apenas vacilar com meu canivete por seu peito magro.
Um beijo doce no seu rosto e que o universo seja bondoso com você, pois eu não tenho noção dos meus desejos e alcances. Não sei até onde chegarei. Tente aprender algo com tudo isso, pois se eu sou assim foi por ter aprendido com a vida que amar assim não vale a pena.
De uma certa forma, tenho ele nas mãos. De uma certa forma, tenho medo do que farei. Um rei limpa a bunda com sua coroa e serve sua própria comida na mesma. Seu rosto é sublime. Gosto dele, porém, não me daria por inteiro.
Com o tempo, com a vida e com a mulher que me cortou por dentro, colocou meus restos numa caixa de sapato e esqueceu-me no sótão de sua memória, aprendi a me proteger. Criei uma cápsula que me envolve. Não amo mais à toa. Um pênis ou uma boceta não muda o curso da minha vida, apenas pensamentos, ideias e atitudes me fazem parar no meio do caminho.
Desculpe-me se lhe ferir, querido. Desculpe-me se o meu amor próprio é maior que tudo nesse mundo. Desculpe-me se eu lhe usar um pouco. Não vou cortar-lhe, apenas vacilar com meu canivete por seu peito magro.
Um beijo doce no seu rosto e que o universo seja bondoso com você, pois eu não tenho noção dos meus desejos e alcances. Não sei até onde chegarei. Tente aprender algo com tudo isso, pois se eu sou assim foi por ter aprendido com a vida que amar assim não vale a pena.
sábado, 6 de abril de 2013
diário de bordo 3
me sinto dentro de um romance. dia após dia, nesses conflitos psicológicos, nessas crises existenciais de um livro sobre um adolescente mentiroso. é um livro ruim. uma edição velha de uma romance esquecida numa biblioteca de uma escola estadual que está prestes a desabar. aquele livro que caiu atrás da estante e você não teve coragem de pegar.
aliás, para quem estou escrevendo isso exatamente?
não sei ao certo. poderia fazer uma declaração para a guria que eu tô afim. poderia mandar o meu amigo sacana tomar no cu. mas tudo isso seria chato e conflitante. então vamos falar sobre minha vida de uma forma que eu me sinta aliviado por estar compartilhando com alguém, mas ao mesmo tempo, de forma que eu não me exponha de forma brutal que faça com que um psicopata venha até mim e adentre meu orifício anal.
às vezes me imagino perfurando o pulmão das pessoas com uma faca. outra, me imagino atirando precisamente no meio da testa das pessoas. e depois, imagino-me indo ao funeral delas. imagino o meu funeral.
li um trecho de bukowski hoje que dizia que A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, isso depende de nós.
aliás, para quem estou escrevendo isso exatamente?
não sei ao certo. poderia fazer uma declaração para a guria que eu tô afim. poderia mandar o meu amigo sacana tomar no cu. mas tudo isso seria chato e conflitante. então vamos falar sobre minha vida de uma forma que eu me sinta aliviado por estar compartilhando com alguém, mas ao mesmo tempo, de forma que eu não me exponha de forma brutal que faça com que um psicopata venha até mim e adentre meu orifício anal.
às vezes me imagino perfurando o pulmão das pessoas com uma faca. outra, me imagino atirando precisamente no meio da testa das pessoas. e depois, imagino-me indo ao funeral delas. imagino o meu funeral.
li um trecho de bukowski hoje que dizia que A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, isso depende de nós.
segunda-feira, 18 de março de 2013
diário de bordo 2
Futilidade me excita. Uma guria passando gloss na boca ao sol das duas da tarde me excita. Mulher bonitas me despertam a atenção, mas a futilidade é que me excita.
diário de bordo 1
O que podemos dizer desta madrugada?
Posso dizer que me sinto dentro do último romance que li. "metamorfose", de kafka. Me sinto como se tivesse me transformado num inseto. Um desses grandes, com antenas e um par de olhos assustadores.
Faz tempo que não vejo um filme bom, que não beijo uma boca e que não jogo futebol. Tenho que retornar aos velhos hábitos.
Posso dizer que me sinto dentro do último romance que li. "metamorfose", de kafka. Me sinto como se tivesse me transformado num inseto. Um desses grandes, com antenas e um par de olhos assustadores.
Faz tempo que não vejo um filme bom, que não beijo uma boca e que não jogo futebol. Tenho que retornar aos velhos hábitos.
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